Ser professor é, sobretudo, estar em constante relação
com o outro e se colocar no lugar do outro sempre, o que de longe não é tarefa
fácil. Isso é muito complicado, sobretudo em termos metodológicos para o
professor dada a diversidade hoje nas salas de aula.
Nas salas de
aula regulares atualmente estão presentes crianças com deficiência mental, que
têm dificuldades para ler, escrever e contar, crianças surdas que usam não mais
a cultura letrada, alfabética, mas uma outra língua, de sinais, crianças cegas
que usam uma escrita que não é alfabética, que usam o Braile, deficientes
físicos em salas de aula que não vão conseguir escrever a caligrafia... Como é
que se os professores devem agir nestas situações? Como é que devem lidar,
conviver e ensinar àqueles que a sociedade tradicionalmente considerou como
devendo ser excluídos da escola?
Uma coisa é mudar a legislação, fazer decretos...
Eles são importantes, mas como é que no cotidiano os professores vão modificar
essas noções que estão impregnadas em tanta gente? Como ensinar os outros
alunos e jovens que vão conviver com essas crianças a respeitá-los com toda sua
diferença e diversidade? Trata-se de um desafio para os professores: um
trabalho intencional com valores junto aos alunos de suas classes regulares e
junto aos alunos que tenham necessidades especiais auxiliando-os nas questões
da ética, da cidadania e do respeito à diversidade e à diferença.
E como fazer este trabalho direcionado e
intencional? Cairemos, mais uma vez, na questão da formação do professor. Assim
como os alunos mudaram e o tratamento das informações mudou, também é necessária
uma mudança nos cursos de formação inicial de professores e depois há ainda a
obrigatoriedade de formação contínua, em serviço, que contemple essa
necessidade.
Nick Vujicic:
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