segunda-feira, 2 de julho de 2012

Educação Inclusiva – Videoaula 3: Ética e valores na ação educativa



Ser professor é, sobretudo, estar em constante relação com o outro e se colocar no lugar do outro sempre, o que de longe não é tarefa fácil. Isso é muito complicado, sobretudo em termos metodológicos para o professor dada a diversidade hoje nas salas de aula.
 Nas salas de aula regulares atualmente estão presentes crianças com deficiência mental, que têm dificuldades para ler, escrever e contar, crianças surdas que usam não mais a cultura letrada, alfabética, mas uma outra língua, de sinais, crianças cegas que usam uma escrita que não é alfabética, que usam o Braile, deficientes físicos em salas de aula que não vão conseguir escrever a caligrafia... Como é que se os professores devem agir nestas situações? Como é que devem lidar, conviver e ensinar àqueles que a sociedade tradicionalmente considerou como devendo ser excluídos da escola?
Uma coisa é mudar a legislação, fazer decretos... Eles são importantes, mas como é que no cotidiano os professores vão modificar essas noções que estão impregnadas em tanta gente? Como ensinar os outros alunos e jovens que vão conviver com essas crianças a respeitá-los com toda sua diferença e diversidade? Trata-se de um desafio para os professores: um trabalho intencional com valores junto aos alunos de suas classes regulares e junto aos alunos que tenham necessidades especiais auxiliando-os nas questões da ética, da cidadania e do respeito à diversidade e à diferença.
E como fazer este trabalho direcionado e intencional? Cairemos, mais uma vez, na questão da formação do professor. Assim como os alunos mudaram e o tratamento das informações mudou, também é necessária uma mudança nos cursos de formação inicial de professores e depois há ainda a obrigatoriedade de formação contínua, em serviço, que contemple essa necessidade.


Nick Vujicic: 



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