segunda-feira, 2 de julho de 2012

Videoaula 4: Educação Especial e Inclusiva


Pensamento no questionamento feito na videoaula, “o que significa para você receber a notícia que irá trabalhar com aluno com necessidades especiais?” fiquei refletindo sobre o que acontece atualmente nas escolas depois disto.
Na realidade o que acontece no momento seguinte ao professor receber a notícia é ele, sob o primeiro impacto, dizer que não tem formação adequada para esta função.
A equipe pedagógica e diretiva da instituição escolar costuma afirmar que vai auxiliar o professor no que for preciso, dando suporte e orientações e fazendo os caminhamentos possíveis, seja adequando a estrutura física da escola para receber este aluno ou estabelecendo as parcerias necessárias, porém o que acontece de verdade é que, depois de passados alguns dias, cada um retoma sua rotina normal e como as parcerias costumam demorar a serem efetivadas, as orientações já foram dadas e alguma mudança estrutural já foi tentada o professor se vê sozinho com os seus alunos com necessidades especiais e os demais vinte e nove considerados não portadores de necessidades especiais. Aquela conversa ouvida quando você recebe a notícia de que o aluno não será seu e sim da escola começa a soar completamente falsa.
E o que acaba acontecendo daí em diante? O professor que não tem a formação específica desejada tem que correr atrás dela por conta própria. Tem ainda que lidar com o impacto sobre os demais alunos, que ao verem o professor se desdobrando em cuidados para a adaptação do novo aluno na turma começam, consciente ou inconscientemente, a solicitar também atenção especial. Neste momento o professor ainda tem que lidar com a rejeição e o preconceito de alguns alunos e ainda com a vontade de outros em adotarem o novo aluno como “mascote” e fazer tudo por ele, não permitindo que ele se coloque ou tente realizar atividades possíveis. É uma luta diária e algumas vezes ao incluir o aluno portador de necessidades especiais você exclui os demais e incluindo os demais você exclui o aluno portador de NEE. Outras vezes você, quase por milagre, consegue incluir todo mundo e acaba excluindo o professor...Isso tudo sem contar que aqueles alunos não diagnosticados como portadores de necessidades educacionais especiais também têm dificuldades de aprendizagem, socialização, problemas emocionais, etc., etc.
O aluno tem necessidades educacionais especiais e o professor? Este não teria também as suas NPEs, necessidades profissionais especiais?




A escolinha do professor Raimundo, quadro do saudoso Chico Anísio,  tinha vários alunos com necessidades educacionais especiais. Estes vídeos são mais recentes, feito para homenagear o mestre:








                                   E O SALÁRIO, ÓÓÓÓ !!!!


                               http://www.youtube.com/watch?v=dOJ1Ro9zO-Y













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