Pensamento
no questionamento feito na videoaula, “o que significa para você receber a
notícia que irá trabalhar com aluno com necessidades especiais?” fiquei
refletindo sobre o que acontece atualmente nas escolas depois disto.
Na
realidade o que acontece no momento seguinte ao professor receber a notícia é
ele, sob o primeiro impacto, dizer que não tem formação adequada para esta
função.
A
equipe pedagógica e diretiva da instituição escolar costuma afirmar que vai
auxiliar o professor no que for preciso, dando suporte e orientações e fazendo
os caminhamentos possíveis, seja adequando a estrutura física da escola para
receber este aluno ou estabelecendo as parcerias necessárias, porém o que
acontece de verdade é que, depois de passados alguns dias, cada um retoma sua
rotina normal e como as parcerias costumam demorar a serem efetivadas, as
orientações já foram dadas e alguma mudança estrutural já foi tentada o
professor se vê sozinho com os seus alunos com necessidades especiais e os
demais vinte e nove considerados não portadores de necessidades especiais.
Aquela conversa ouvida quando você recebe a notícia de que o aluno não será seu
e sim da escola começa a soar completamente falsa.
E
o que acaba acontecendo daí em diante? O professor que não tem a formação
específica desejada tem que correr atrás dela por conta própria. Tem ainda que
lidar com o impacto sobre os demais alunos, que ao verem o professor se
desdobrando em cuidados para a adaptação do novo aluno na turma começam, consciente
ou inconscientemente, a solicitar também atenção especial. Neste momento o professor
ainda tem que lidar com a rejeição e o preconceito de alguns alunos e ainda com
a vontade de outros em adotarem o novo aluno como “mascote” e fazer tudo por
ele, não permitindo que ele se coloque ou tente realizar atividades possíveis.
É uma luta diária e algumas vezes ao incluir o aluno portador de necessidades
especiais você exclui os demais e incluindo os demais você exclui o aluno
portador de NEE. Outras vezes você, quase por milagre, consegue incluir todo mundo e acaba excluindo o professor...Isso tudo sem contar que aqueles alunos não diagnosticados
como portadores de necessidades educacionais especiais também têm dificuldades
de aprendizagem, socialização, problemas emocionais, etc., etc.
O
aluno tem necessidades educacionais especiais e o professor? Este não teria
também as suas NPEs, necessidades profissionais especiais?
A escolinha do professor Raimundo, quadro do saudoso Chico Anísio, tinha vários alunos com necessidades educacionais especiais. Estes vídeos são mais recentes, feito para homenagear o mestre:
E O SALÁRIO, ÓÓÓÓ !!!!
http://www.youtube.com/watch?v=dOJ1Ro9zO-Y
A escolinha do professor Raimundo, quadro do saudoso Chico Anísio, tinha vários alunos com necessidades educacionais especiais. Estes vídeos são mais recentes, feito para homenagear o mestre:
E O SALÁRIO, ÓÓÓÓ !!!!
http://www.youtube.com/watch?v=dOJ1Ro9zO-Y
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