A
ação educativa ao longo da trajetória escolar vai assumindo diferentes ênfases.
Num primeiro momento, mais tipicamente da educação infantil e dos primeiros
anos do Ensino Fundamental, temos a institucionalização
que é o modo como o indivíduo é acolhido pela instituição escolar e todo o
esforço do professor em mostrar como é a escola, como funciona e investir nesta
adaptação escolar.
Num segundo momento, mais típico do 3º ou 4º ano do Ensino Fundamental até o 5º ou
6º ano, a ênfase recai mais na escolarização,
que é a formação do aluno, a formação do estudante. É preciso que a criança
viva bem essa vida escolar e que se organize para ela, por exemplo, organizar
seus estudos, saber fazer um resumo, conseguir ler um texto e extrair
conhecimento daquilo, se preparar para uma prova, etc.
Mais
ao final do Ensino Fundamental e no Ensino Médio vem também a preparação para a vida social. Os
professores fazem um grande esforço para lidar com tantos apelos do mundo sobre
o aluno, pensando na profissionalização, na responsabilidade social no
compromisso com a natureza e tudo mais. Obviamente isso tudo é muito flexível e
o professor tem que ter a sensibilidade de perceber qual é o momento do seu
aluno para propor aqueles tantos projetos possíveis e que, obviamente, não
podem ser propostos aleatoriamente, mas têm que seguir princípios educativos em
função do momento do aluno.
No
fundo se pensarmos a institucionalização, a escolarização e a preparação para a
vida social, o papel do educador seria o de acolher o aluno, trazer o
aluno para dentro da escola (institucionalização), dar um banho de escolaridade nesse aluno,
fazer esse aluno viver bem a vida escolar (escolarização) e jogar esse aluno de volta para a sociedade,
de uma forma responsável e compromissada (preparação para a vida social).
Espera-se que os professores tenham a oportunidade de pensar no desafio da
profissão docente à luz dessas realidades e desses apelos educacionais.
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