quarta-feira, 4 de julho de 2012

Videoaula 28: O professor não pode estar só - Parte II


Retomando a videoaula: “As necessidades educacionais especiais (NEE) trazem implicações no modo de aprender, tanto com o que se refere a facilidades como dificuldades dos alunos. Também trazem implicações no modo de comportar-se desses alunos. Assim, na inclusão na sala de aula muitas vezes o professor se encontra só, sendo um professor para 40 alunos, com aula programada, mas diferentes modos de aprender e comportar-se. Isso acaba por gerar frustração ao professor e a percepção da inadequação do aluno no ambiente de sala de aula. A persistência das dificuldades e incapacidades do aluno acaba por questionar as expectativas do professor sobre o potencial do aluno e também suas expectativas sobre sua própria capacidade de fazer aprender [...] O exercício de lidar com a frustração é de extrema importância e envolve revisão das expectativas, ou seja, onde eu, professor, acredito que esse aluno pode chegar e também da consideração de onde esse aluno tem a possibilidade de chegar”. 




Fica difícil estabelecer parcerias, ser valorizado e trabalhar para o bem comum quando a mídia vê você deste jeito, não?


                          http://www.youtube.com/watch?v=_17tzxUcuUg
                         Música: No fundo do quintal da escola - Raul Seixas


aula original: http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1491

Educação Inclusiva - Videoaula 27: O professor não pode estar só - Parcerias dentro da escola - Parte I


         Pais, mães e professores são protagonistas centrais na vida de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais. Outras pessoas importantes nesse processo, que apoiam, refletem e participam da inclusão: as outras crianças, os outros professores, outros profissionais e outros pais.
              O que desejam as famílias das crianças com necessidades especiais? Elas desejam que seus filhos sejam aceitos e acolhidos, que estabeleçam vínculos afetivos e relações sociais, que a escola esteja preparada para eles, que além de socialização ela ofereça aprendizagem de fato, que eles se tornem independentes e autônomos e, principalmente, que sejam felizes.


Videoaula 26: O professor autor


Quando vamos nos expressar em nossas ideias, convicções e conhecimento, nós o fazemos como autores. Existe uma autoridade pelo autor. Ele não fala pelo outro, mas por si mesmo. É estranho alguém “pensar por conta alheia”, só se pensa por conta própria. Por conta própria também se expressa, por suas próprias forças e capacidades.
Um profissional da educação que não é verdadeiramente autor, não é responsável por suas ideias e ações, e não sendo responsável pela autoria de seus pensamentos não pode ser um propiciador de autonomia, afinal apenas serve ao que está mandado.
Essa situação revela uma falha enorme, pois estes profissionais estão formando alguém para futuramente criticar e mostrar autonomia, mas como podem fazê-lo se eles próprios não estiverem exercendo autonomia plena e crítica?



Profissão Docente - Videoaula 25: O professor pensador - a dimensão do pensamento na profissão docente

                                         
                                  O que é ser um professor pensador?

          O exercício da curiosidade, da reflexão e do diálogo nos leva ao momento das decisões.

“é o choque do imprevisto que nos obriga a pensar, que nos comove inteiramente, que nos deixa perplexos, que nos leva a problematizarmo-nos, a pensar o que até agora não podíamos pensar”.
(Walter Koan, Infância entre educação e filosofia. Belo horizonte. Autêntica, 2003)

O tempo todo estamos sendo bloqueados para não pensar. E a tarefa do educador é justamente surpreender, trazer para a sala de aula ocasiões, situações de aprendizado, a surpresa, que está na base do conhecimento, a admiração que está na base do aprendizado filosófico. O professor leitor apreende novas ideias, cria novos assuntos, torna aqueles temas mais interessantes.
A partir do momento que levamos essa realidade surpreendente para a sala de aula, num clima reflexivo, de aposta no conhecimento, na inteligência do aluno, também nos transformamos num texto que vai fazer o aluno pensar.  Transformamo-nos  em contadores de histórias, de novidades, mensageiros de notícias que não estavam previstas, não estavam na pauta.
Hoje é muito comum lermos várias vezes a mesma notícia na internet, no jornal, no telejornal, etc. Essa redundância nos faz pensar cada vez menos. É preciso, portanto, sermos criativos: criar, ter autoria, autonomia...



"Se você está tranquilo é porque está 
mal informado".

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjijE7uijB7UKNMkkGzEQgh55L1511Jy1qCFYicIkeS9dKTJHFcAw-1wSxByzRWnTkWvvMgR53choHqvrXZ7hL-Jnc_BE9yqQI-JukCvyDb_fRsh9umgEtFNb_cSE4UzbZW0ask6EzAnNwj/s1600/sheila2.jpg



Aula original: 

http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1472



Videoaula 24: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas



     "Nosso desafio é ouvir, entender, buscar compreender qual a necessidade de fato dessas crianças, o que elas precisam, quais suas características, o que ela necessitam para estar no ambiente da escola, para conviver com as pessoas que estão aqui: pensar nas adequações que precisamos fazer, nas mudanças físicas, e nas nossas rotinas, nas atividades, nas propostas que serão feitas. Precisamos identificar as capacidades, habilidades e necessidades, conhecer de fato quem são estas crianças para poder ajudá-las".


       O professor retratado no filme  "Como estrelas na terra - Toda criança é especial" é um exemplo de como o olhar mais atento de um professor pode mudar a vida de uma criança. Quem ainda não conhece não deve perder a oportunidade de assistir. O vídeo abaixo retrata o momento em que o professor chega na sala de aula pela primeira vez.


                                 
                                    http://www.youtube.com/watch?v=eCH4lPU4o-Q

                 
                    aula original: http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1447

Educação Inclusiva - Videoaula 23: A complexidade do desenvolvimento e a educação de pessoas com necessidade especial

     O que teria acontecido com Nick se ele e outras pessoas não tivessem acreditado que ele era capaz? Como seria a vida dele se ele não tivesse tentado superar os seus próprios limites? Ele foi capaz de tudo isto e nós também somos. Supere-se!

                                     
                                     http://www.youtube.com/watch?v=rSJ0b7FpLFg


                 aula original: http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1443

Videoaula 22: O professor leitor

    
 "A leitura na realidade é um aprendizado, um aprendizado à distância, uma forma de aproximação com diversas realidades. Falamos tanto hoje em educação à distância e na verdade toda leitura é uma educação á distância. Você não está ali vendo o autor, talvez o autor tenha morrido há séculos, você não está acompanhando de perto, ao vivo o que está acontecendo naquela narrativa, num romance... você sequer pode entender de perto, num romance, os sentimentos e os sofrimentos que há, por exemplo, num poema. Toda leitura é um aprendizado à distância. Você está sozinho lendo o seu livro e tudo que está tão longe, no entanto se aproxima. Essa é a aproximação maior da leitura e tudo pode se aproximar mediante a leitura. E mais, podemos dizer que também todo aprendizado é também uma leitura. À medida que vamos aprendendo no convívio com as pessoas, à medida que vamos aprendendo com experiências em diversos âmbitos da vida, também estamos exercitando nossa capacidade de interpretação que na verdade é ler o mundo". 



"... Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade."
                                                                                                                                                              Paulo Freire


Pensando em ler o mundo, lembrando de alfabetização e letramento... "Recordar é viver"... quem lembra desse comercial?

                                   http://www.youtube.com/watch?v=LP55uXmyN7A

             
                    aula original: http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1432

Profissão Docente - Videoaula 21: A complexidade da constituição docente


Muitas são as propostas e os desafios que o professor da atualidade precisa enfrentar em seu cotidiano. O professor tem que estar aberto às transformações e inovações, deve lutar coletivamente para sua valorização profissional; precisa querer aprender, ser sujeito do seu conhecimento, e, principalmente, agir e buscar alternativas às problemáticas que se apresentam. Ou seja, precisamos ser super em tudo...E a valorização pra quem pensa em tudo isso, como fica?





Neste momento de minhas reflexões a respeito de ser professor encontro-me cansada e desanimada. Um pouco de humor então, que ninguém é de ferro...


                         
                                    http://www.youtube.com/watch?v=ypMq7-agNhg


                   aula original: http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1428

Videoaula 20: A complexidade no estudo dos processos de desenvolvimento humano


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhwoCRmO4xo60IcDf1kVAFwgEESonOXYs_n2-dK_Jhn5J2HvPb9jQ00nDSOxkU3qLkXARo81Ripa2xVmQ6RP_LGmuxMmLJOM1d6NAp0KZCLwgNV7McvOF4EdS8qpbLyushZczvqBwKNSqjs/s320/CONTENT.gif



Às vezes restringimos nossa prática por não acreditarmos que a criança com deficiência possa se desenvolver. 


               http://www.institutoparadigma.org.br/download/InformarIncluir_19.pdf

                         Vejam a carta da Aluna Karine, na página 01 do periódico.



             aula original: http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1402

Educação Inclusiva - Videoaula 19: O todo pela parte: a questão da reflexão sobre o estigma



"A maioria das pessoas hoje em dia acham que deficiente tem que ser mal humorado, mal encarado, de mal com a vida, ele tem que ser um infeliz, um b... E não é verdade." 
Flávio Chato, ironicamente comediante de stand-up se apresentando no quadro "Humor da Caneca" no "Programa do Jô".

                                     http://www.youtube.com/watch?v=u1xiSe_v5d4


Comediante Leonardo Reis, o gigante Leo, se apresentando no quadro "Risadaria", no "Domingão do Faustão".




          Há um número crescente de deficientes que, contrariando o senso comum, se sentem tão à vontade com suas deficiências que não têm problemas em fazer graça com a própria situação. Pessoas como essas nos mostram que a deficiência está nos olhos de quem vê.

                aula original: http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1398

Videoaula 18: A escola e as instituições culturais



   







O museu de Santo André, Dr. Otaviano Armando Gaiarsa, fica próximo ao centro da cidade e antigamente abrigava o primeiro grupo escolar do município. Ao entrarmos é como se voltássemos no tempo e ao sair de uma sala para outra quase podemos ouvir as vozes dos alunos. É uma construção bem antiga, sendo que as salas de aula ficam ao redor de um pátio interno, como se fosse uma letra U, pátio rebaixado no meio, com árvores e bancos de jardim e as salas nas três laterais da letra U, resguardadas por grades antigas de ferro. Na parte aberta da letra U ficam os banheiros e uma espécie de refeitório que não tenho certeza se constava da construção original. O piso das laterais é de um tipo antigo, ladrilho hidráulico, desenhado, e as salas têm pesados janelões. O piso das salas é assoalho de madeira, assim como portas e janelas.
O acervo do Museu de Santo André é composto por objetos, fotografias, documentos, livros, jornais e revistas, além de artigos de jornais colecionados na hemeroteca. Esses bens culturais são referências à história e memória da cidade. Os mais antigos são do final do século XIX e os mais recentes de 2007.
O museu dedica-se à pesquisa, coleta, conservação e exposição de objetos, imagens fotográficas e documentos relacionados às transformações históricas, urbanas e sociais, econômicas e culturais da cidade.















Profissão Docente - Videoaula 17: O professor e a cidade educadora


“O professor utiliza os equipamentos e as obras de arte presentes no espaço público com o objetivo de expandir o universo cultural dos estudantes”.

“Ensinar sobre a arte presente na rua é valorizar a arte no cotidiano das pessoas e no espaço público”.



Luiz Sacilotto (1924-2003) em seu ateliê e acima suas obras.
                                                   
                                      http://www.sacilotto.com.br/

Assistindo esta videoaula lembrei-me com saudades dos tempos em que cursava Especialização no Ensino Fundamental lá no outro campus da USP (naquela época ainda não existia a USP Leste). Eu e mais quatro amigas fazíamos parte de um grupo de professores de Santo André que fazia o curso lá. Um de nossos professores, o professor Afrânio Catani, um apaixonado por cinema, certa vez nos solicitou um trabalho sobre as mudanças nas paisagens urbanas. Não sei mais se era este o título, mas saímos à procura de fotos antigas de Santo André. Achamos várias, em livros e também no Museu Municipal. De posse das imagens saimos pela cidade para fotografar os mesmos lugares. Encontramos alguns desses lugares preservados, outros nem tanto e muitos deles haviam dado lugar à modernidade e ao progresso e não mais existiam de acordo com sua utilização original.
Conhecemos também um pouco mais da história da cidade e acabamos escrevendo também as nossas memórias sobre Santo André. Falamos da infância passada nestes lugares, adolescência, nossos estudos, primeiro trabalho, etc. Vimos pelas fotos a construção do Paço Municipal, fato anterior às nossas lembranças, relembramos como era o cinema Carlos Gomes, hoje patrimônio histórico,  local onde assistimos aos nossos primeiros filmes na telona. Soubemos que a associação comercial da cidade, com suas inúmeras janelas, onde todo ano é palco de um espetáculo de Natal, foi construída para ser um hotel. O local onde hoje levamos nossos filhos ao cinema, o shopping,  foi construído onde antes havia a fábrica da General Eletric. O hipermarcado Sam’s Club  se encontra onde antes ficava a empresa Elevadores Otis, a Casa Publicadora Brasileira deu lugar ao Mappin, depois ao Shopping ABC... Descobrimos outras tantas informações, inclusive que o prédio da pastelaria que frequentávamos, perto da estação de trem, quando crianças, já havia abrigado os escritórios da prefeitura. E por falar na estação de trem, vejam as imagens. A primeira estação de trem, quando Santo André ainda não era dividida em Santo André e São Bernardo, na primeira foto. Depois uma foto de como a estação estava até mais ou menos os anos 80 (e dessa nos lembramos bem...rs) e a última como ela ficou depois (e hoje está mais bonita, mas ainda muito parecida).
 Santo André tem tantas histórias, tanta coisa pra ensinar aos mais jovens... E olha que eu nem contei a história do artista plástico, Luiz Sacilotto, um andreense notável, seus tantos quadros e obras de arte espalhadas pela cidade...


 http://cantinhodateodosia.blogspot.com.br/2011/03/fotos-antigas-de-santo-andre.html


aula original:  http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1385


Videoaula 16: Trajetórias escolares de deficientes e a EJA: a questão do fracasso escolar


A videoaula nos mostra uma triste realidade dos alunos do seguimento da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Os alunos da EJA também, como os demais têm sonhos e projetos e quando chegam lá já apresentam história de exclusão da escolarização (deixaram os estudos por inúmeros motivos). Apesar de a LDB garantir a educação, são considerados invisíveis: há ausência de registros e dificuldade para planejar e estabelecer políticas públicas. Difícil será que eles conquistem seus sonhos e realizem seus projetos do jeito que está a educação na EJA! Abandonada pelo sistema!
Foi mencionado no vídeo que caberia aos profissionais da Educação enxergá-los como seres capazes para que possam perceber as possibilidades desses alunos e desenvolver suas potencialidades na medida da dificuldade de cada um, proporcionando uma escolarização contínua.
Penso que os profissionais que escolhem trabalhar com essa modalidade de ensino o fazem por acreditar nesse trabalho e que todos enxergam seus alunos como seres únicos e capazes. A culpa da real situação dos alunos não pode,  mais uma vez, recair somente no professor. Assim parece que a situação está do jeito que está porque os professores não conhecem seus alunos e deixam o barco correr. Presencio, no meu trabalho diário, o empenho e dedicação dos professores da EJA! 



                               http://www.youtube.com/watch?v=Yr1GfehQdOw

Educação Inclusiva - Videoaula 15: Como anda a Educação Especial no país?


A maioria das crianças que apresentam necessidades especiais não está na escola. Da minoria que frequenta regularmente as aulas em classes regulares há, nos sistemas públicos e educacionais oficiais, registros precários  e/ou incompletos de seus avanços e suas dificuldades iniciais. Sabemos que conhecer melhor o histórico dessas crianças e jovens nos permitiria intervenções mais adequadas, traçar diagnósticos reais e incluí-las nas políticas públicas. Os diagnósticos precisam ser dados por profissionais da saúde e de forma precisa, e seu uso deve servir para instrumentalizar a prática pedagógica dos professores, a fim de mediar o processo de conhecimento, evitando ações que estigmatizem ou neguem esses alunos.
A escola necessita de adequação e modernização para que alunos especiais possam viver com dignidade e no futuro exercer sua cidadania, de modo que sejam verdadeiramente incluídos na vida e na sociedade.


                                            http://www.youtube.com/watch?v=mJyPU6lJWhQ       

      Quero ainda chamar a atenção para o depoimento da Professora Vita Alves, Trabalho coletivo, na página 03 do periódico Informar e Incluir, que infelizmente não é mais publicado. Tive a honra de conhecê-la e trabalhar com ela quando do meu ingresso na Prefeitura Municipal de Santo André, em 1992, e acompanhar seu trabalho desde então, sempre com muito empenho e dedicação. Sabemos que muita coisa só funciona porque temos professores como ela que carregam a educação!

http://www.institutoparadigma.org.br/download/InformarIncluir_17.pdf

Videoaula 14: Processos de aprendizagem e implicações para a prática docente


            
                 “Toda a aprendizagem tem uma dose de sofrimento”

          “Abandonam-se velhas concepções para dar lugar às novas”.

Esse sofrimento nem sempre é do aluno. Às vezes é da família, mas, na maioria das vezes, também é do professor. Será que alguém já parou para pensar e escrever sobre a angústia do professor que não consegue atingir determinado aluno? Às vezes parece que esgotamos as nossas forças e nem acreditamos mais que seja possível. Outras vezes nossa energia se renova junto com cada dia que nasce ensolarado (Não falemos agora dos dias nublados e chuvosos). É preciso, a cada dia, abrir espaço para o novo e acreditar que tudo é possível.
O vídeo abaixo é para aqueles que, humanos como eu, às vezes desanimam.



“Para quem tem medo, e a nada se atreve, tudo é ousado e perigoso. É o medo que esteriliza nossos abraços e cancela nossos afetos; que proíbe nossos beijos e nos coloca sempre do lado de cá do muro (...) Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
Fernando Teixeira de Andrade,
 (1946-2008), no livro O medo: o maior gigante da alma.





Profissão Docente - Videoaula 13: A construção do fracasso escolar: os mecanismos do não aprender e os desafios do professor



O fracasso escolar está presente na educação e as avaliações oficiais (não discutindo aqui a existência ou não de seus méritos) mostram isso o tempo: os alunos apresentam conhecimentos insuficientes comparados com a série que frequentam. Mas por que os alunos não aprendem?  Em nossas conversas de professores sempre ouvimos que o aluno “não aprende porque é carente”, “porque passa fome”, “porque a família é desestruturada, ou nem tem família” e por aí vai... Dificilmente os professores culpam os próprios professores ou a instituição escola. Buscar os culpados não resolve o problema.
Muitas vezes os alunos perdem o interesse pelo estudo porque o que mais a sociedade valoriza é o dinheiro e não o saber. Cabe ao professor resgatar o valor do conhecimento, mas como fazê-lo diante dos apelos da mídia? Meus alunos costumam dizer que querem ser jogadores de futebol, pois eles ganham muito dinheiro, são famosos, viajam bastante e não precisam nem saber a letra correta do Hino Nacional... Sei que muitos jogadores são formados, doutores e falam corretamente o português, além de outros idiomas, mas não se pode negar que são minoria.
O mundo transformou-se, houve evolução tecnológica, mas a escola continua a mesma, parada no tempo sem acompanhar as mudanças da sociedade. Eu entendo que não haja muito interesse pela escola posta como ela está hoje, mas o que fazer enquanto professora, com salas lotadas, pouco acesso dos estudantes à tecnologia, não porque não exista nas unidades em que trabalho, mas porque a estrutura ainda não permite a sua utilização como eu gostaríamos ou como seria necessário. Não tive formação específica para atender a essa demanda tecnológica, porém empreendo uma busca pessoal o tempo todo, mas confesso, ainda não consigo fazê-la trabalhar pelos conteúdos que preciso ensinar. Não me falta boa vontade. Falta tempo hábil. A burocracia do meu trabalho me impede muitas vezes.
Nos últimos anos tenho achado cada vez mais difícil despertar o interesse dos alunos para o que eles devem aprender, mesmo que eu sempre utilize metodologias diferentes. As crianças, e suas famílias, não querem pensar, não querem levantar hipóteses e, principalmente, não querem ser chamadas à atenção. Querem fazer somente o que quiserem e quando quiserem e são apoiadas pelos responsáveis, pois ao menor sinal de “desrespeito” ao que julgam seus direitos ameaçam e cumprem ir à instâncias que consideram superiores para se queixarem, seja Diretoria de Ensino, Ouvidoria, Conselho Tutelar, Delegacia de Polícia dentre outros. E como ficam os deveres?

O ensino precisa ser significativo e o professor precisa dialogar com os alunos. Já ouvi reclamações de pais dizendo que os alunos acham minhas aulas divertidas e por isso não levam à sério. Recentemente recebi uma queixa de que sou estúpida e grosseira. Isso de pais da mesma turma. É difícil agradar a todo mundo, não? Sorte que isso não mexe com minha autoestima, pois tenho consciência da profissional competente e compromissada que sou, mas me desanima...
Falemos da desconsideração da diversidade cultural citada na videoaula: “os alunos possuem diferentes saberes e características, mas a escola procura sempre igualar para que todos tenham os mesmos comportamentos e desempenhos”. Discordo! Não é assim. Tenho certeza de que os professores enxergam a diversidade cultural como algo positivo e sabem aproveita-la a favor da aprendizagem dos alunos. O que é igualar comportamentos e desempenhos, então? Quando eu faço uma atividade diagnóstica, e exijo daquele aluno que tem capacidade que ele a demonstre, estou tentando igualá-lo a outro? Respeitar a diversidade não é proporcionar a todos as mesmas oportunidades? Por que não cobrar que todos deem o melhor de si? Manter a turma concentrada trabalhando ou cobrar a participação organizada de todos é igualar comportamentos?
E por último: ajustar a metodologia ao cognitivo dos alunos. Se for assim só vamos trabalhar a alfabetização, ainda que de diferentes maneiras, em todos os anos do Ensino Fundamental, pois sempre, em todas as turmas, há problemas com a alfabetização e não é porque os estudantes apresentam esta dificuldade que não podemos avançar ou trabalhá-la em outros conteúdos e outros formatos.






                           
                                                           npsi-reha.blogspot.com






           aula original: http://evc.prceu.usp.br/curso/mod/mplayer/view.php?id=1343

Videoaula 12: Como vem sendo organizada a Educação Especial no País



A videoaula 12 tratou da organização da educação especial no Brasil e deixou algumas questões para nossa reflexão, dentre elas a pergunta: “É possível pensar numa educação para todos em igualdade de condições?”
Pensando um pouco nestas questões eu diria que não se trata de oferecer igualdade de condições para todos e sim igualdade de oportunidades. As condições não poderão jamais ser as mesmas, pois a efetiva aprendizagem dependerá sempre das individualidades de cada um, de seus gostos, de seu ritmo de aprender, de tudo o que já foi vivido, de conhecimentos adquiridos anteriormente, até mesmo da educação familiar recebida e de condições de saúde.
Sendo a educação um direito de todos e um dever do Estado, deveria ser assegurado que todas as pessoas pudessem passar pela escola e que lhes fosse fornecido o transporte, os materiais didáticos necessários, uniforme, calçados, alimentação, acesso a livros, computadores, tratamentos e acompanhamentos que se fizessem necessários, esportes e cultura, além de, é claro, um lugar decente para morar. Na medida em que estas coisas básicas não são oferecidas à todos, da mesma maneira, vão sendo reforçadas a discriminação social e a marginalidade. 
Embora o oferecimento dessas oportunidades seja um dever do Estado não cabe só a este o êxito ou fracasso escolar. Às famílias, e aos próprios estudantes, cabe aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas, afinal se prédios escolares foram construídos e mobiliados, profissionais diversos, e comprometidos, foram contratados, materiais didáticos e tudo o mais necessário foram providenciados, só lhes restaria ser responsável por horas de estudo, dedicação e acompanhamento das rotinas escolares e evasão e repetência não deveriam sequer existir.





Sugestão de filme: Children of Lesser God (em português: Filhos do silêncio)
                           Tema: Inclusão/socialização (surdez)













Educação Inclusiva - Videoaula 11: Legislação como instrumento de Inclusão


Por que será que existe a necessidade de reafirmar e garantir o direito da educação para todos? Numa sociedade mais justa, será que os direitos básicos (e a educação é um deles) não são fatos líquidos e certos? Infelizmente a resposta é não e, diante disso, estão aqui relacionados alguns documentos internacionais e nacionais que trazem essa garantia. Esses documentos foram produzidos a partir de contextos históricos e tentaram buscar uma sociedade mais justa, contra qualquer forma de discriminação de qualquer pessoa, trazendo como princípio a educação e exercício da cidadania em oposição à marginalização do processo educacional.

Mas como e por quê usar essa legislação a favor do nosso aluno?

Na relação legislação-professor, é importante conhecer a legislação para:

·      Entender o direito à educação como premissa básica para todos; 
·   Entender que a nossa atuação profissional está intimamente ligada à nossa concepção e entendimento desse direito; 
· Buscar apoio em diferentes instâncias (quem é professor de redes estaduais/municipais precisa conhecer o estatuto, todas as regras e normas desse sistema e buscar ajuda, diálogo com diferentes profissionais para ajudar no exercício da sua profissão); 
·   Buscar tecnologias assistivas, que geralmente, ao contrário do que se pensa, não são tão caras. Por exemplo, uma rede municipal não muito grande, que atende alunos cegos, teria que ter uma impressora braile. Não uma em cada sala, mas sim na secretaria da educação. O professor que trabalha diretamente com o aluno cego que já domina o braile deveria mandar o seu material para ser impresso lá. 
·    Lutar pelos nossos direitos como professores de alunos com NEE, porque assim vamos parar de brigar com eles e vamos brigar por eles, por seus direitos a uma educação de qualidade.

Saiba quais leis consultar: 


·     1944 - Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU) - apresentou os principais direitos da humanidade, dentre eles, o direito à educação. (Fim da 2ª Guerra Mundial, época em que muitos direitos estavam sendo negados) 
·    1990 - Conferência Mundial sobre Educação Para Todos, na Tailândia, também pela ONU - trouxe o direito à educação e reafirma que todos,  independente da etnia, religião, gênero, enfim, de toda a diversidade, têm o direito à educação. 
·   1994 - Declaração de Salamanca - apresentou os princípios, políticas e práticas em Educação Especial e o direito da educação para os alunos com NEE (necessidades educacionais especiais), nas escolas regulares de ensino, reafirmando o direito da inclusão (contexto em que países europeus dão início à defesa deste princípio). 
·     1986 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei nº 9.394/06) - Assegurou aos alunos com necessidades especiais currículos, cálculos, métodos, recursos educativos e organizações para atender às suas necessidades específicas. 
·    1988 - Constituição Federal - estabeleceu o direito de pessoas especiais receberem educação. 
·     2000 - Lei nº 10.098- Estabeleceu normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, não apenas referente à educação, mas à sociedade como um todo. 
·     2001 - Tivemos o Plano Nacional de Educação, que explicitou a responsabilidade da União, dos Estados, Distrito Federal e Municípios na implementação de sistemas educacionais e também o Decreto nº 3.956, que reconheceu o texto da Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Pessoa Portadora de Deficiência (...) 
·     2002 - Lei nº 10.436, que reconheceu a língua brasileira de sinais - libras, como meio legal de comunicação e expressão. 
·   2007 – Tivemos uma política (não uma lei, ou um decreto) que não trouxe garantias, mas que norteou todas as ações governamentais da União, do Estado e do Município, em relação à educação - a Política Nacional na Perspectiva da Educação Inclusiva – que ressaltou a premissa da inclusão escolar, trazendo a educação especial como apoio do sistema regular de ensino.

A educação é um direito de todos 
e através dela podemos mudar o mundo!



Videoaula 10: A relação entre professor e aluno


Resumo da videoaula: Relação professor/aluno - a relação humana que se estabelece por excelência na sala de aula.

Sabemos que a sala de aula não é um lugar qualquer. Sabemos disso pela experiência como alunos e professores que somos. Também sabemos o quanto a relação humana pode ser produtiva ou negativa, até catastrófica, muitas vezes.
Transformamos uma sala vazia numa sala de aula quando, mediante o encontro, criamos um âmbito, um espaço em que as liberdades não entram em choque, mas se tornam ocasião para o diálogo e outras experiências criativas. Não bastam os móveis, é preciso fazer um investimento mais criativo, as pessoas devem ver ali um lugar de encontro.

Nota minha: Significado da palavra âmbito:

s.m. Área que circunda ou envolve algo.
Área concreta, material que está situada dentro de um limite definido, recinto: o âmbito do palco.
Espaço que os romanos deixavam obrigatoriamente em torno de suas casas.
Figurado. Campo de atuação, domínio de uma ação ou pensamento, esfera de uma espaço, em que acontece algum tipo de trabalho, ocupação ou diversas atividades: era um objeto de estudo no âmbito da biologia. 
Figurado. Origem desse domínio ou campo de ação: àquele empregado não estava enquadrado no âmbito de suas qualificações.
Música. Hiato de tempo entre uma nota grave e uma nota aguda.
(Etm. do latim: ambitus)
Sinônimos de âmbito: ambiente, campo, circunferência, círculo, esfera, espaço,perímetro e recinto 
...

Quando uma sala de aula se transforma num campo de guerra, ela perde a sua capacidade criativa e se transforma num lugar de falta de ética, de falta de respeito e ausência de humanidade. Quando o professor e seus alunos se transformam em seres ambitais, conscientemente, porque querem estabelecer uma experiência bidirecional entre si e com outras realidades, aquela sala passará a ser um lugar de encontro com o conhecimento. Quando há um conhecimento, também há um nascimento... O âmbito é um lugar onde as pessoas se jogam para se conhecer, para se renovar. Há muita energia em uma sala de aula. Quando há criação, você sai dela cansado, mas também sai renovado.
Devemos procurar colocar em prática uma relação humana entre alunos e professores, numa sala que busque o conhecimento, o saber e não seja mais vazia. A nossa própria relação com o conhecimento, com o livro, com o autor, também deve ser ambital, criativa.
Fica o questionamento: somos criadores ou destruidores de âmbitos, em nossa prática educacional?

 [...]
Para ilustrar essa discussão me vem forte a lembrança de um filme antigo, bem conhecido de todos os professores, “Ao mestre com carinho” e da cena final, do professor diante de uma sala de aula vazia, onde, de repente, chega uma turma de novos alunos... O vídeo abaixo mostra uma cena anterior a esta que mencionei, mas o filme pode ser (re)visto na íntegra no YouTube.

                         http://www.youtube.com/watch?v=2U-nM8Tp78Q

Profissão Docente - Videoaula 9: Modelos de Ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas


É fato que as práticas pedagógicas têm estreita relação com as grandes tendências do ensino. Eu diria até mesmo que estas se relacionam e se pautam, muitas vezes, nos “modismos” educacionais de cada época. Como exemplificado na videoaula a prática pedagógica de cada professor é apenas o topo de um iceberg, ficando a maior, e talvez a mais importante parte, submersa.
Cada professor desenvolve a sua prática pedagógica baseado em seus conhecimentos, seus valores e suas crenças, mas também é bastante influenciado pelo meio onde vive e trabalha. Conscientemente ou não, sua prática pressupõe certa compreensão de mundo, do ser humano e do processo educativo.
O que vemos, muitas vezes, são professores perdidos entre tantos afazeres e acontecimentos do dia-a-dia e com dificuldades de organizar o seu fazer pedagógico. Outras vezes são as próprias escolas que colaboram com práticas pedagógicas pouco consistentes, pois embora tentem planejar não conseguem acompanhar, cumprir, avaliar e reavaliar adequadamente. Outro fator que colabora para que a situação continue como está é que a escola, mesmo na era digital, não mudou quase nada. Os alunos mudaram, a maneira de aprender não é mais linear, o planejamento tenta mudar, os professores tentam se capacitar, mas as salas de aula, com 30 alunos em suas carteiras enfileiradas ainda não mudou. Como aplicar novas formas de organização e conseguir algum sucesso numa escola com poucas salas de aula, número de profissionais insuficiente para coordenar os diferentes espaços, um laboratório pedagógico com apenas oito computadores para ser utilizado em uma única aula de 50 minutos na semana, um rol de conteúdos a serem “cumpridos”, com tantos problemas de aprendizagem, indisciplina e ainda falta de apoio familiar? Fica difícil, não?
Tal qual o modo de compreender o mundo chamado de Fixismo, que acredita que o mundo é sempre igual e que as coisas verdadeiramente não mudam, acontece na escola. As pessoas pensam que tudo vai mudar com a modernidade, com a troca de governantes, novos métodos de ensino, sistemas de avaliação, formação de professores, mas o que temos visto e acompanhado não é nada animador.
Enfim, é muito importante estudar, conhecer outras formas de compreender as coisas, outras correntes, pesquisar, ter clareza das várias possibilidades, das várias maneiras de ensinar, transmitir e/ou construir conhecimento, não só para organizar as nossas práticas educacionais,  mas também para repensar a importante relação professor-aluno.


                               http://www.youtube.com/watch?v=gYeyGIeHp20