É fato que as práticas pedagógicas têm
estreita relação com as grandes tendências do ensino. Eu diria até mesmo que
estas se relacionam e se pautam, muitas vezes, nos “modismos” educacionais de
cada época. Como exemplificado na videoaula a prática pedagógica de cada
professor é apenas o topo de um iceberg, ficando a maior, e talvez a mais
importante parte, submersa.
Cada professor desenvolve a sua prática
pedagógica baseado em seus conhecimentos, seus valores e suas crenças, mas também
é bastante influenciado pelo meio onde vive e trabalha. Conscientemente ou não,
sua prática pressupõe certa compreensão de mundo, do ser humano e do processo
educativo.
O que vemos, muitas vezes, são professores
perdidos entre tantos afazeres e acontecimentos do dia-a-dia e com dificuldades
de organizar o seu fazer pedagógico. Outras vezes são as próprias escolas que
colaboram com práticas pedagógicas pouco consistentes, pois embora tentem
planejar não conseguem acompanhar, cumprir, avaliar e reavaliar adequadamente.
Outro fator que colabora para que a situação continue como está é que a escola,
mesmo na era digital, não mudou quase nada. Os alunos mudaram, a maneira de
aprender não é mais linear, o planejamento tenta mudar, os professores tentam
se capacitar, mas as salas de aula, com 30 alunos em suas carteiras
enfileiradas ainda não mudou. Como aplicar novas formas de organização e
conseguir algum sucesso numa escola com poucas salas de aula, número de profissionais
insuficiente para coordenar os diferentes espaços, um laboratório pedagógico
com apenas oito computadores para ser utilizado em uma única aula de 50 minutos
na semana, um rol de conteúdos a serem “cumpridos”, com tantos problemas de
aprendizagem, indisciplina e ainda falta de apoio familiar? Fica difícil, não?
Tal qual o modo de compreender o mundo
chamado de Fixismo, que acredita que o mundo é sempre igual e que as coisas verdadeiramente
não mudam, acontece na escola. As pessoas pensam que tudo vai mudar com a
modernidade, com a troca de governantes, novos métodos de ensino, sistemas de
avaliação, formação de professores, mas o que temos visto e acompanhado não é
nada animador.
Enfim,
é muito importante estudar, conhecer outras formas de compreender as coisas,
outras correntes, pesquisar, ter clareza das várias possibilidades, das várias
maneiras de ensinar, transmitir e/ou construir conhecimento, não só para
organizar as nossas práticas educacionais, mas também para repensar a importante relação
professor-aluno.
http://www.youtube.com/watch?v=gYeyGIeHp20
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